Branding

Marca própria: rentabilidade e aproximação com torcedor

Em busca de uma maior aproximação com seu torcedor, melhor qualidade de material e uma gama maior de produtos, clubes brasileiros têm apostado no desenvolvimento das suas marcas próprias. Assim, deixam para trás os tradicionais contratos com fornecedores de materiais esportivos que, em muitos casos, possuem cláusulas contratuais onde os clubes têm meta de venda das camisas.

O Paysandu Sport Club foi o primeiro clube brasileiro a criar sua marca própria, a Lobo, em 2016, após termino de contrato com a empresa Puma. O clube negociou com uma fábrica, pagou pela camisa e montou sistema de distribuição no mercado local; em 70 dias foram vendidas 27 mil camisas e, um ano após a criação de sua marca própria, teve lucro superior ao antigo contrato.

Para implementação desse modelo é preciso que se tenha em mente que o clube será responsável por toda administração do negócio: custo, criação, produção, distribuição e venda.  Todos esses elementos devem estar em perfeita harmonia, e constante processo de reajuste.

Um dos pontos importantes desse modelo é personalização das camisas dos clubes, tanto uniformes oficiais de jogos como camisas casuais. Muitos clubes têm trabalhado nesse sentido promovendo concursos onde os torcedores desenvolvem os modelos de uniformes, que são levados à votação em redes sociais, e o modelo vencedor é lançado pelo clube. É uma forma de aproximar seus torcedores e criar um produto que atinja a todos e que, certamente, será sucesso de venda.

Benefícios da marca própria

Com sua marca própria, o clube consegue ter uma linha de produtos maior, já que conta com total liberdade criativa, de excelente qualidade e mais barata, uma vez que elimina intermediários, e total controle de vendas – caso um item não esteja tendo uma demanda boa, ele pode ter sua produção suspensa temporariamente ou definitivamente, tendo a possibilidade inclusive de relançamento  em outro momento para que não fique parado em estoque.

Em 2020, das vinte equipes que disputarão o Campeonato Brasileiro da série A, seis clubes, ou seja, 30% terão marca própria, com destaque para o E.C Bahia que desde 2018, com a criação da sua marca Esquadrão, tem desenvolvido diversas camisas de grande sucesso de venda e que viraram case de sucesso.

Vide a camisa “mancha de óleo”, em alusão ao derramamento de óleo nas praias do Nordeste em 2019. O Tricolor fechou 2019 com uma arrecadação 316%, superior ao aferido antes de criação da sua marca própria.

Além dos uniformes, o clube conta com um portfólio variado de produtos: sandálias, capas para celular, pulseiras, carteiras, relógios, moda praia, canecas, desodorantes, bandeiras, entre outros produtos que são sucesso de venda (pode substituir por “que foram muito bem recebidos no mercado” – para não repetir “sucesso de venda”).


Se num primeiro momento era difícil para alguns clubes terem o gerenciamento da sua marca, o Bahia, com trabalho de excelência, tem provado que é possível.  Com uma gestão profissional, contando com a participação da torcida e responsabilidade, todos tendem a ganhar.

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